Autor: Distro Dysca

  • OFICINA » Gráfica Livre

    OFICINA » Gráfica Livre

    A Distro Dysca convida a Ed. Subta para compartilhar conhecimentos com objetivo de difundir informação/ contrainfnormação e práticas de autonomia.

    Será que dá para diagramar um livro, montar uma revista,
    tocar trocentas impressões de zine em casa? Claro que dá! Essa oficina é sobre ferramentas de software livre para edição de textos e técnicas artesanais de confecção de materiais impressos.

    Livros livres são, obviamente, aqueles que os urubus defensores do direito autoral não conseguem transformar em carniça e cuja leitura livre não conseguem proibir. Para quem não sabe, “direito autoral” é o nome politicamente correto que se dá a censura no século XXI. Com base nele, é possível tornar escasso o acesso a livros, filmes, músicas e tudo que não é material para aumentar os lucros das editoras, grandes estúdios e gravadoras. Claro que isso exclui de boa parte da população a possibilidade de obter material que aumente seu conhecimento e cultura.

    Não perca, venha descobrir como fazer editorações em software livre e contaminar o mundo com suas ideias ou da sua comunidade

    1a parte: LibreOffice simples e rápido. Como diagramar sem complicação;

    2a parte: Impressão e montagem do material. Grampo, estilete e
    paciência.

    Traga seu computador!

    Ao final, esperamos ter alguns livros prontos 🙂

    Inscrições limitadas a 20 vagas através do distrodysca@bastardi.net com assunto “Gráfica Livre”! A participação é mediante contribuição espontânea, colabora com quanto puder (de verdade tá?, não faz cosplay de precária) ou quanto tiver! As fudidas que não tiverem nada, são muito bem vindas! Ah. e fiquem a vontade pra trazer lanchinhos VEGANOS para compartilhar e elogiar a pancinha durante a oficina, comida vegana não é sanduíche com queijo de castanha rajada da Melanésia, e sim milho cozido, batata frita, doce ou doce frita, macaxeira, acarajé sem camarão, frutas e pão!!

    SERVIÇO
    Oficina de Gŕafica Livre
    9°Andar, Edifício Pernambuco
    3/10 às 19h

  • Exposição MOTES conta com material distribuído pela Distro Dysca

    Mote é novos começos, é mover e ressignificar saberes, é oralidade como veiculo transmissões de conhecimento, é partilha!

    Em uma temporada de 10 episódios, o programa Mote, idealizado e curado por Paulete LindaCelva, discutiu questões filosóficas em temas como ficção visionária, gênero, raça, decolonialidade, ética, ancestralidade e redistribuição de violências com artistas de diversas frentes criativas e regiões do país.

    Nesse final de semana a comunicadora e o Cereal Melodia leva o desdobramento físico dessa primeira temporada em uma exposição inédita na Galeria Prego em em Porto Alegre, com obras dos artistas entrevistados ao longo dos episódios!

    A Distro Dysca participa desta expo em parceria com a Monstruosas compartilhando os zines “Notas E-videntes para o Fim de um Mundo” de Ali do Espirito Santo, “Cultura LGBT: Anotações para Concluir no Fim de um Mundo” de Jorge Elliwelton e “Kuir: Perspectivas Latinas” organizado por Jota Mombaça, além do vídeo teaser do Ato de Publicação do Testo Junkie, Feira Autonoma Sexodissidente e Lançamento do “Notas E-videntes” organizado junto com a N-1 Edições

  • DVD PornoPirata Sudaka – #Pornôpirata, #ColetivaVômito, #DistroDysca & #Monstruosas

    A Distro Dysca, a Coletiva Vômito, o Projeto PornôPirata e a Monstruosas desenvolveu um DVD com pospornografias sudakas com distribuição para rede sexodisedente na Espanha. O material terá com destino coletivos, okupas, espaços culturais e pesquisadores.

    O projeto PORNOPIRATA foi criado pela artista Bruna Kury em 2017 (nessa quarta edição em parceria com Monstruosas e Distro Dysca) para ser fonte de renda e autonomia na marginalidade; popularização da PÓS-PORNO e afronta a heteronormatividade compulsória, a idéia é participar de eventos e feiras principalmente na rua para mostrar que outro pornô é possível e muitas vezes nossos tesões estão condicionados. Sexorcismos, pornoterrorismo, pós pornografia, glitterrorismo, sexualidades dissidentes, corpas não assimiláveis e marginalizades e oprimides, corpes gordes, travestis, ditas doentes, doentes, cyborgs, kuirs, sudakas, negres, indigenes, trans, intersexes, com diversidades funcionais, ditas sujas, sujas, antiheterokapital.

    A edição conta com trabalhos de Coletivo Coiote, La Cerda Punk, Keila Serrua, Gil Porto Pyrata, Hija de Perra, Elle di Bernadini, Nubia Nena Callejeira, Kali Kali, Lui Castanho, Pêdra Costa, Raissa Inocêncio, Amazonina Kintapas, Paricutín, Coletivo Infecciosxs, Cassandra Vulgares, Tertuliana Lustosa, Sara Elton Panamby, Paulx Castello, Walla Capelobo e La Bala Rodriguez.

  • WORKSHOP » Estética e criatividade enquanto dispositivos de insurgência

    Nos dias 31 de julho e 1 de agosto a Distro Dysca facilitará o curso “Estética e criatividade enquanto dispositivos de insurgência”, fazendo um percurso crítico sobre a história da arte e resgatando criações estéticas excluídas que não são reconhecidas ou legitimadas nos circuitos artísticos e por isso deliciosamente perigosas. O objetivo é trazer referências questionadoras para inspirar combatividades, refletir criticamente sobre a arte enquanto instrumento civilizatório e analisar como algumas criações da negritude e outras categorias minoritárias tem afirmado suas urgências e construído suas lutas, resistindo aos aparatos assimilacionistas da branquitude e da cisheterossexualidade.

    A ação se destina ao público de 20 participantes, e as inscrições são gratuitas e deverão ser realizadas através do e-mail trovoape@gmail.com com o título da atividade no assunto da mensagem.

  • Curadoria pósporno brasileiro da Distro Dysca e Filmaralho em Tijuana, MX

    A curadoria de trabalhos pósporno brasileiro, da Distro Dysca e Filmaralho para o Festival Anormal, chega no Cine Tonalá, em Tijuanna, México. As sessões acontecerá no dia 20 de junho, com a exibição dos títulos:

    * Em Memoria Do Meu Ovario Enfermo (KALI KALI | 2017 | 2’47”)
    * Jardinere Infiel (Walla Capelobo | 2016 | 4’10”)
    * Cocina Postporno (Paulx Castello | 2015 | 1’20”)
    * X (Paulx Castello | 2017 | 12’14”)
    * X Manas (Clarissa Ribeiro | 2017 | 17’45”)
    * Conjuro Satánico (Marina Murta e Amazonzina Kinatapas | 2016 | 9’31”)
    * Cortos de la fiesta “INFECCIOSAS” (3’11’’)
    * Cortos de la fiesta “KIKA” (3’41’’)

    Em conjunto com esta ação acontece a oficina de desCULOnización, no dia 23 de junho facilitada pela Maldita Geni Thalia

    “La desCULOnización es una campaña anti-civilizatoria por el goce de un cuerpo que disfruta, que siente placer y baila sobre las ruinas del orden y del progreso, de las buenas costumbres de la família tradicional. Surge con la fuerza de destrucción, ocupación, invasión y re-existencia que se concentra en nuestras caderas y que resuena por todo el cuerpo. Los movimientos trabajados en el taller son lo que en México se ha conocido como twerk, perreo. Temas como violencia de género, territorialidad, racialización, feminismos, lugar de habla, autodefensa, salud y bienestar emocional/sexual serán abordados en el taller.”

  • Programa Especial Brasil do Festival ANORMAL com curadoria de trabalhos por DistroDysca e Filmaralho

    Surgido como resultado de uma contaminação pornoterrorista em território tomado pelo Estado mexicano e consequência direta da Mostra Marrana, O An*rmal Festival Internacional de Postpornografia, Feminismos e Sexualidades Dissidentes volta a trazer monstruosidades e sexualidades desconolizadas ao ExTeresa, imóvel descristianizado, blasfemado e ocupado durante os dias 25 a 28 de outubro com trabalhos de todo o mundo ecoando gritos que um pornô anticisheterossexista é possível!

    O An*rmal acontece na capital latinoamericana da produção pospornografica com a firme convicção que o que vem sendo feito em termos de biopolítica é profundamente necessário não apenas para o campo das artes, mas sobretudo para as políticas feministas e as correntes de pensamento e representação.

    A Distro Dysca participa desta agitação juntamente com a Filmaralho na curadoria de trabalhos brasileiros e com envio de publicações do selo Monstruosas que trazem temas focados nas dissidências sexuais, políticas nômades e antihumanismo. A mostra também conta com a participação de Bruna Kury na sessão PornoSapiens, momento dedicado a reflexões críticas em torno da pornografia e pospornografia e exibição de vídeos do Coletivo Coiote e Coletiva Vômito.

    Programa Especial Brasil – Festival Anormal – Selección FILMARALHO + Distro Dysca

    EM MEMORIA DO MEU OVARIO ENFERMO, 2017 – 2’47”. DIRECCIÓN KALI KALI
    Tengo un ovário enfermo. Es el derecho. Cuando estoy en mi periodo generalmente siento muchos dolores, se me baja la presion, as veces me desmayo, as veces tengo ansia de vomito y en la mayoria de las veces me duele existir. En 2017 decidi catografiar mi menstruacion hasta el fin del año y intentar comprender su ciclo. En Memoria de Mi Ovario Enfermo 04 es mi menstruacion de Abril/2017.

    JARDINERE INFIEL, 2016 – 4’10”. DIRECCIÓN WALLA CAPELOBO
    SyFy latino, Walla se deja envolver en éxtasis, deseo y búsqueda de higienización a través de utensilios de jardinería.

    COCINA POSTPORNO, 2015 – 1’20”. DIRECCIÓN PAULX CASTELLO
    Ensusiarse

    X, 2017 – 12’14”, DIRECCIÓN PAULX CASTELLO
    X nos lleva a un mundo pos-apocalíptico, habitado por cyborgs. Estxs crean su sociedad pos-humana, basada en practicas contrasexuales: lo que conocemos como experiencia de género y sexualidad colapsa.

    X MANAS, 2017 – 17’45”. DIRECCIÓN CLARISSA RIBEIRO
    Recife, Brasil, 2054. La populación de la ciudad se divide en dos grandes estractos sociales. En la punta, la esterialidad y apatia de los moradores de los grandes edificios y dueños de empreendimentos comerciales. En el submundo los disidentes sexuales, maricas bandidas, travestis, lesbianas nerviosas y todos los cuerpos marginalizados frente a la cisheteronorma. Performando sus identidades y contra todo tipo de opresión, los disidentes se reunen y arman un plano.

    Conjuro Sapatanico, de Marina Murta e Amazonina Kinatapas

    CONJURO SAPATANICO, 2016 – 9’31”. DIRECCIÓN MARINA MURTA Y AMAZONZINA KINATAPAS
    En una noche de luna nueva, dos tortilleras se unen para conjurar contra el sistema normativo heterocapitalista. La fuerza orgastica boyera combatiendo la dominación de las tierras y de los cuerpos disidentes de la heterosexualidad obligatoria, incitando a la rebeldía y resistencia bollera y desviada.

    SÉRIE “INFECCIOSAS” 3’11”. ANARCAFILMES
    Mucha promiscuidad. Maquilaje pesada. Infecciosxs busca proporcionar noches de sinistras y excitantes experiencias. En la intención de construyer, mismo que temporariamente, un lugar que abrace todas las formas de expressión, un lugar que piensa que la basura y la suciedad como potencia y vislumbre de otras

    SÉRIE “KIKA” 3’41’. ANARCAFILMES
    Jogando água de chuca pra lavar esse cemitério indígena denominado: BRASIL pretas cibernéticas frenéticas nervosas desfilam pelo fim da ilusão da ordem e progresso

    Infecciosxs, Recife – PE

  • Distro Dysca apresenta a performance “Picadinho” no I Encontro de Artes Cênicas de Camaragibe

    Após um longo período de isolamento, o palco do Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro, situado na Vila da Fábrica em Camaragibe, volta a receber espetáculos de dança, teatro e circo, entre os dias 17 e 22 de outubro no I Encontro das Artes Cênicas, realizado pela Fundação de Cultura Camaragibe contando com diversas palestras, debates e atividades formativas em sua programação.

    Neste domingo, as Urubruxas te convida para devorar a hegemonia e sentir o o sangue colonizador descendo a garganta num saboroso ritual para contemplar a destruição da supremacia civilizada!!

    PICADINHO é uma performance e também cuzinha vegetariana: popular, transfeminista, anti-especista e anti-civilizatória. Recolheremos as ruínas, restos e descartes do que não é aceito pelo “mundo das artes” para construir nossos corpos-manifesto performáticos. Recolheremos do lixo e do mato os frutos para cozinharmos para todes! Celebração antropofágica, deglutição e regurgitação, pelo fim do patriarcado-colonial!

    Inspiradas pela relação de comunidades originárias com a morte e com os animais não humanos, a performance trás elementos de questionamento as violências naturalizadas pela europeização do mundo, tendo no processo civilizatório uma tecnologia para uma ascensão supremacista e hegemônica baseada na dominação da terra, das mulheres e dos bichos.

    I ENCONTRO DE ARTES CÊNICAS DE CAMARAGIBE
    CINETEATRO BIANOR MENDONÇA MONTEIRO
    Avenida Doutor Pierre Collier – Vila da Fabrica, Camaragibe – PE
    17H

  • CONVOCATÓRIA (PT/ES/EN) – 2ª Mostra Internacional de Filmes Anarquistas

    A Mostra Internacional de Filmes Anarquistas em Pernambuco, organizada pela Distro Dysca, acontece em dezembro com o objetivo de desmistificar os estigmas que pairam sobre o anarquismo, dando a chance da filosofia anarquista falar por si mesma a partir de sua organização e sua produção artística, além de desmentir as acusações criadas por aqueles que tem interesse na perpetuação de uma sociedade desigual, corrupta, injusta e miserável. A segunda edição do evento será realizada em Paulista, Recife e Olinda, e chega anunciando uma convocatória para produções locais nos campos do audiovisual e das artes, além de chamada para debates e oficinas.

    Nossa motivação é construir um evento que estimule a luta interseccional contra as opressões estruturais que vivemos nesta região e inspire fazeres políticos comprometidos com a luta anticolonial e anti-hegemônica, localizando a autonomia e a autogestão como horizontes políticos imprescindíveis para a emergência de sociedades livres e mais justas, aqui e agora.

    Convidamos pessoas, individualidades, agrupamentas e coletivos para enviarem vídeos, projetos de performance, instalação, dança, teatro, circo, fotografia e ilustração, além de propostas de rodas de diálogos e oficinas, que promovam reflexões a cerca do tema: “autonomia, insurgências e descolonização”. Para serem selecionadas as inscrições devem trazer mensagens que contribuam com o debate nos pontos chaves de interesse ao anarquismo (anticapitalismo, antifascismo, anticolonalismo e crítica ao Estado) e abordem assuntos ligados às insurgências populares, violência contra animais não humanos e meio ambiente, colonialismo, feminismo, transfeminismo, dissidência sexual, conflitos agrários, étnicos e urbanos, vivências contraculturais, anticonsumismo e experiências de organização social autônomas. As propostas serão recebidas pelo email distrodysca@bastardi.net, até o 30 de setembro de 2017.

     

     

    AUDIOVISUAL

    Serão selecionados curtas, médias e longas de quaisquer gênero (ficção, documentário, animação, reportagem, videoclip). Os trabalhos das regiões norte e nordeste do Brasil, latino-americanos e africanos, bem como os realizados por pessoas negras, sexodissidentes, indígenas, quilombolas, mulheres e produzidos nos últimos 2 anos de forma independentes terão preferência. Filmes com áudio original em outras línguas só serão aceitos se enviados com legenda em português. Os realizadores estrangeiros podem entrar em contato com a organização para auxílio e colaboração com a tradução. Os filmes devem ser enviados para o email distrodysca@bastardi.net com link para download via sites de hospedagem/armazenamento em boa qualidade, contendo no assunto [FILMES] e no corpo de texto as seguintes informações: Nome, Cidade, Email de contato, Telefone, Cidade/UF, Título do material, Ano de realização, Gênero, Duração, Sinopse e Justificativa.

     

    TRABALHOS ARTÍSTICOS

    Performances e os trabalhos de dança, teatro e circo, selecionados deverão ter duração máxima de 20 minutos. Fotografias, ilustrações e instalações devem ser especificadas se tem disponibilidade de estarem expostas durante todo o evento, lembrando que o mesmo será realizado em três cidades diferentes. A MIFA será totalmente autogestionada pelas organizadoras e o cuidado, execução, montagem e o transporte das obras, será de completa autonomia e responsabilidade dxs proponentes. As propostas devem ser enviadas para o email distrodysca@bastardi.net, contendo no assunto [ARTE] e no corpo de texto o Resumo: uma síntese do que se trata o trabalho, em no máximo 5 linhas, Justificativa: um pequeno texto com argumentos sobre a pertinência do seu trabalho no evento, no máximo de 10 linhas e Referências: trabalhos artísticos, literários ou textuais que inspiram ou a que remete ao seu trabalho

     

    RODA DE DIÁLOGOS E OFICINAS

    As conversações que objetivam debates se configurarão no formato RODA DE DIÁLOGO, onde seja pensada uma explanação de no máximo 20 minutos, sendo de responsabilidade dos proponentes traçar estratégias para estimular a discussão e fomentar perguntas provocativas que impulsione o posicionamento do público. Propostas mais alinhadas ao formato palestra, workshop, minicurso, além de atividades práticas podem ser inscritas como OFICINAS e necessitam de dinâmicas iniciais para entrosamento com o tema abordado e duração máxima de 90 minutos, as sugestões selecionadas devem ser inscritas pelo email distrodysca@bastardi.net contendo no assunto [TROCA DE SABERES] e no corpo do texto o Resumo da proposta, em no máximo 5 linhas, a Indicação se a proposta é roda de diálogo ou oficina, Justificativa em no máximo 10 linhas e Referências.

     

     

    Por fim, ressaltamos que o evento acontece em parceria com o Festival do Filme Anarquista e Punk e São Paulo, AnarcoFilmes, Imprensa Marginal, Escambo Coletivo, Centro Cultural Luiz Freire, Toca – Espaço Cultural e Dhuzati Coletiva Antiespecista Artesanal e que a organização compromete-se confirmar a inscrição das participantes no ato de recebimento das propostas, bem como divulgar a lista com os trabalhos selecionados até o dia 05 de novembro de 2017. Projetos que promovam violências estruturais e reforcem estigmas hegemônicos não serão inscritos.

     

    VERSION EN ESPAÑOL

    La Mostra Internacional de Películas Anarquistas en Pernambuco, organizada por Distro Dysca, será realizada en diciembre de este ano con el objetivo de desmitificar los estigmas que se extienden sobre el anarquismo, dando la oportunidad de que la filosofía anarquista hable por sí misma a partir de su organización y su producción artística. Además, busca desmentir las acusaciones creadas por aquellos que tienen interés en la perpetuación de una sociedad desigual, corrupta, injusta y miserable. La segunda edición del evento se realizará en Paulista, Recife y Olinda, y llega convocando todos y todas para que envíen sus producciones locales en los campos del audiovisual y de las artes, además de proponer charlas o talleres.

    Nuestra motivación es construir un evento que estimule la lucha interseccional contra las opresiones estructurales que vivimos en esta región, inspirando haceres políticos comprometidos con la lucha anticolonial y antihegemónica. Para eso, es imperativo localizar la autonomía y la autogestión como horizontes políticos imprescindibles para la emergencia de sociedades más libres y más justas, aquí y ahora.

    Invitamos a personas, individualidades, agrupaciones y colectivos para enviar videos, proyectos de performance, instalaciones artisticas, danza, teatro, circo, fotografía e ilustración, además de propuestas de charlas y talleres, que promuevan reflexiones sobre los temas de la Mostra: “autonomía, insurgencia y descolonización “. Para ser seleccionadas las inscripciones deben traer mensajes que contribuyan con el debate en los puntos claves de interés al anarquismo (anticapitalismo, antifascismo, anticolonalismo y crítica al Estado) y aborden asuntos ligados a las insurgencias populares, violencia contra animales no humanos y medio ambiente, colonialismo, feminismo, transfeminismo, disidencias sexuales, conflictos agrarios, étnicos y urbanos, vivencias contraculturales, anticonsumismo y experiencias de organización social autónoma. Las propuestas serán recibidas por correo electrónico distrodysca@bastardi.net, hasta el 30 de septiembre de 2017.

     

    AUDIOVISUAL

    Se seleccionarán cortos, medios y largo metrajes de cualquier género (ficción, documental, animación, reportaje, videoclip). Los trabajos de las regiones norte y nordeste de Brasil, latinoamericanos y africanos, así como los realizados por personas negras, sexodisidentes, indígenas, quilombolas, mujeres y producidos en los últimos 2 años de forma independientes tendrán preferencia. Las películas con audio original en otros idiomas sólo serán aceptadas si se envían con leyenda en portugués. Los realizadores extranjeros pueden ponerse en contacto con la organización para podamos ayudar y colaborar con la traducción. Las películas deben enviarse al correo electrónico distrodysca@bastardi.net con un enlace a la descarga a través de sitios de hospedaje / almacenamiento de buena calidad, y necesitan poner en el titulo del mensaje [FILMES] y en el cuerpo de texto la siguiente información: Nombre, Ciudad, Email de contacto, Teléfono, Ciudad / UF, Título del material, Año de realización, Género, Duración, Sinopsis y Justificativa.

     

    TRABAJOS ARTÍSTICOS

    Las actuaciones y los trabajos de danza, teatro y circo seleccionados deberán tener una duración máxima de 20 minutos. Las fotografías, ilustraciones e instalaciones deben especificarse si tienen disponibilidad de estar expuestas durante todo el evento, recordando que el mismo se realizará en tres ciudades diferentes. La MIFA será totalmente autogestionada por las organizadoras y el cuidado, ejecución, montaje y el transporte de las obras, será de completa responsabilidad de los proponentes. Las propuestas deben ser enviadas al correo electrónico distrodysca@bastardi.net, conteniendo en el asunto [ARTE] y en el cuerpo de texto el Resumen (una síntesis de lo que se trata el trabajo, en un máximo de 5 líneas), Justificación (un pequeño texto con argumentos sobre la pertinencia de su trabajo en el evento, como máximo de 10 líneas) y Referencias (trabajos artísticos, literarios o textuales que inspiran o la que remite a su trabajo).

     

    CHARLAS Y TALLERES

    Las conversaciones que objetivan debates se configurarán en el formato RODA DE DIÁLOGO, donde necesitan estar pensadas conteniendo una explicación de no más de 20 minutos, y siendo de responsabilidad de los proponentes trazar estrategias para estimular la discusión y fomentar preguntas provocativas que impulse el posicionamiento del público. Las propuestas más alineadas al formato de conferencia, taller, minicurso, o actividades prácticas, necesitan de dinámicas iniciales para fomentar el tema a ser colectivamente abordado, con duración máxima de 90 minutos. Todas las propuestas deben ser enviadas por correo electrónico (distrodysca@bastardi.net) especificando en el titulo que tipo de actividade se propone, [RODA DE DIÁLOGO o OFICINA]. En el cuerpo del texto deben contener el Resumen de la propuesta, en un máximo de 5 líneas, la Indicación si la propuesta es charla o taller, y un Justificativa de un máximo de 10 líneas, asi como también las Referencias de la charla o taller.

     

    Por último, resaltamos que el evento se realiza en asociación con el Festival de la Película Anarquista y Punk de São Paulo, AnarcoFilmes, Prensa Marginal, Colectivo Escambo, Centro Cultural Luiz Freire, Toca – Espacio Cultural y Dhuzati Colectiva Antiespecista Artesanal, y que la organización se compromete a confirmar la inscripción de las participantes en el acto de recepción de las propuestas, así como divulgar la lista con los trabajos seleccionados hasta el día 05 de noviembre de 2017. Los proyectos que promueven violencias estructurales y refuerzan estigmas hegemónicos no serán inscritos.

     

     

     

    ENGLISH VERSION

    The International Anarchist Film Festival, organized by Distro Dysca, takes place in December in Pernambuco. The Festival has as its objective demystify stigmas commonly associated with anarchism action and philosophy by giving the chance for anarchist philosophy to speak for itself. From its organization and its artistic production, the Festival aims to combat shallow criticism, created by those who have interest in the perpetuation of an unequal, corrupt, unjust and miserable society. In this second edition, the event calls for local productions in audio and visual arts field, as well as debates related with anarchist action and philosophy. As a strategy for the propagation of our political principles and for the emancipation of our region, colonized by western principles for so long, we aim to held the event in three localities in Recife (PE) region: Downtown, Paulista and Olinda.

    Our motivation is to build an event that stimulates the intersectional struggle against structural oppressions that we live in this region, inspiring political actions committed to the anti-colonial and anti-hegemonic struggle. To that objective, we find imperative to adress autonomy and self-management as essential political horizons for the emergence of more free and fair societies, here and now.

    We invite people, individuals, groupings or collectives that have videos, performance projects, installation, dance, theater, circus, photography and illustration, as well as proposals for dialogues and workshops associated with our main themes: “autonomy, insurgency and decolonization”. To be selected, the inscriptions should bring messages that contribute to the debate around anarchism, mainly at our key points of interest – anti-capitalism, anti-fascism, anti-colonialism and, as always, emancipation from state. Also, it can address issues related to popular insurgencies, violence against nonhuman and animals, environment, feminism, transfeminism, sexual dissent, agrarian, ethnic and urban conflicts, countercultural experiences, anti-consumerism and autonomous social organization experiences. The proposals will be received by email distrodysca@bastardi.net, until September 30, 2017.

     

    AUDIOVISUAL

    It will be selected short, half-length and feature films – of any genre (fiction, documentary, animation, reporting, video clip, etc). From Brazil, there will be preference of films from North and Northeast regions. From outside the country, there will be preference for films from Latin america as well as Africa. In general terms, we will also select first films made by blacks, sex-dissidents, native people, quilombolas, and women. All of them produced in the last 2 years. Movies with its original audio in other languages will only be accepted if sent with subtitles in Portuguese. Foreign filmmakers may contact the organization for assistance and collaboration with the translation. The films should be sent to distrodysca@bastardi.net with a link to download via hosting / storage sites in good quality, containing in the subject [FILMES] and in the text body the following information: *Name, City, Email, Telephone, City / UF, Title, Year, Genre, Duration, Synopsis and Justification*.

     

    ART WORK

    Performances and dance, theater and circus works, must have a maximum duration of 20 minutes. Photographs, illustrations and installations must be specified if they are available to be exposed during the whole event, remembering that the event will be held in three different cities. MIFA will be fully self-managed by the organizers and the care, execution, assembly and transportation of the works will be of complete autonomy and responsibility of the proponents. Proposals should be sent to the email distrodysca@bastardi.net containing in the subject ART and in the body of text the Summary (what the work is about, in a maximum of 5 lines), Justification (A small text with arguments about the relevance of your work in the event, 10 lines max) and References (artistic, literary or textual works that inspire or remit to your work).

     

    TALKS AND WORKSHOPS

    Talks will be set up in the format of round conversations, where an explanation of a maximum of 20 minutes is planned, and it is the responsibility of the proponent to draw up strategies to stimulate the discussion and foster provocative questions that promote the positioning of the public. Proposals that are more aligned to the lecture format, workshop, mini-course, besides practical activities can be registered as WORKSHOPS and require initial dynamics to be integrated with the theme, and have maximum duration of 90 minutes. The selected suggestions must be registered by the email distrodysca@bastardi.net containing in the subject area EXCHANGE OF KNOWLEDGE and in the body of the text the Summary of the proposal, in a maximum of 5 lines, Indication, if the proposal is dialogue wheel or workshop, Justification, in a maximum of 10 lines, and References.

     

    Finally, we point out that this event has as partners the São Paulo Festival of Punk and Anarchist Film, Anarco Films, Marginal Press, Escambo Collective, Luiz Freire Cultural Center, Toca – Cultural Space and Dhuzati Antispeciesist and Craft Collective. We commit to confirm enrollment in the act of receiving the proposals, as well as to publicize the list with selected works until November 5, 2017. Projects containing some mention of structural violence and reinforcement of hegemonic stigmas will not be registered.

  • Campanha de colaboração para a realização da II Mostra Internacional de Filmes Anarquistas

    Em dezembro a Distro Dysca realiza a 2ª MIFA em três cidades de Pernambuco: Recife no Toca – Espaço Cultural; em Olinda no Centro de Cultura Luiz Freire e em Paulista em conjunto com o Escambo Coletivo. Neste contexto, convidamos apoiadorxs da rede anticapitalista para contribuir financeiramente com este projeto, objetivando trazer para territórios marginalizados pelo alcance da informação, como o nordeste brasileiro, debates, produções artísticas e discussões, fomentando uma importante plataforma de reflexão e construção de conhecimento por vias não normativas.

    A mostra espera conseguir apoio suficiente para realizar debates sobre colonialidade e emancipação, questões de gênero em prisões políticas, segurança digital/capitalismo virtual e direitos animais sob um olhar descolonial. O financiamento ira permitir a vinda de companheires anarquistas de fora da região e ajuda de custo para as pessoas que irão propor atividades, além de custear a locação de equipamentos e contribuição para os espaços onde o evento irá acontecer. As doações podem ser feitas a partir da página do Crowdfunding da 2ª Mostra de Filmes Anarquistas – PE no Cartase.me, lá você encontra informações sobre o histórico e objetivos da mostra.

     

  • Silvia Rivera Cusicanqui: Seguir olhando para a Europa é aposta em um suicídio coletivo

    Aproveitando a visita de Silvia Rivera Cusicanqui em Códoba, Gabiana Bringas realizou uma entrevista com a intelectual boliviana em seu programa de rádio ‘Sob o Mesmo Sol’. A socióloga nos explica quais são as possibilidades que temos para descolonizarmos.

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    Silvia Rivera Cusicanqui é uma destacada socióloga e intelectual boliviana colaboradora do Movimento Indianista Katarista e do Movimento Cocalero. Uma das fundadoras da Oficina de História Oral Andina. É autora de vários livros, participou de filmes e é docente universitária expulsa da Faculdade de San Andrés de La Paz. Em sua estadia em Córdoba concedeu entrevista para o programa Sob o ‘Mesmo Sol’

    A socióloga atualmente participa de um grupo anarquista. São autogestionados, tem uma casa que construiram com suas próprias mãos e uma horta. Dão cusos fazem recitais e apoiam algumas mobilizações na Bolívia. Não tem sido apenas uma intelectual e pensadora, sempre tem estado atravessada pelas lutas territoriais e tem sido pragmática.

    Identificação e descolonização

    Segundo a socióloga, “descolonização” – termo que ela se refere ao largo de sua produção acadêmica – tornou-se uma palavra mágica que cobre tudo e nada ao mesmo tempo. Ocorre algo perigoso aqui, destaca, a tendência é pensar que a colonização apenas afeta aos indígenas. Quando na realidade, “os mais afetados são os mestiços”, até o colonizador tem que descolonizar-se porque está em uma relação de poder ilegítima, espúria e violenta.

    La tendencia es pensar que la colonización sólo afecta a los indígenas. Cuando en realidad, “los más afectados son los mestizos”, hasta el colonizador tiene que descolonizarse porque está en una relación de poder “ilegítima, espuria y violenta”.

    Por outro lado, destaca que não gosta de referir-se a “Identidade”, prefere falar de “Identificação”. Com que nos identificamos? “Porque se identificar é um processo, no entanto a identidade é como uma camiseta ou tatuagem que você não pode removê-la”. A longo da vida estamos atravessadas por diferentes identificações, algumas mas fortes que outras, Em relação aos conceitos, Rivera Cusicanqui se “identifica” como uma “mestiça que busca uma descolonização da própria subejtividade”

    Europa como norte

    Atualmente, o problema que ela detecta é que estamos imersos em uma “crise global”. “Essas referências que pareciam hegemônicas, na realidade por serem inquestionáveis, estão começando a desmoronar” Agora os europeus estão enfrentando o que ela denomina, “a outra cara da dominação”, consequência da polarização que eles mesmos geraram para sustentar seus próprios privilégios.

    Rivera Cusicanqui entende que se deixamos de nos espelhar nos Estados Unidos ou na Europa, e focarmos na América Latina, vamos ver que somos fonte de uma resistência maior e temos ferramentas para poder fazer frente a uma crise. A socióloga afirma que na América Latina “hoje estamos vivendo um processo de capitalismo selvagem, de saques sem limites”, o sistema produtivo extrativista, minerações a céu aberto, a política de fracking, tudo leva a um “beco sem saída, seguir se espelhando na Europa é apostar por uma espécie de suicídio coletivo”

    O problema é de “senso comum” acredita ela, não se pode continuar desperdiçando e destruindo os bens comuns. Atualmente existe uma emergência de movimentos indígenas que começam a identificar-se com os seus antepassados e, especialmente, com a terra, então eles dão dois processos, a “recuperação da espiritualidade” e “politização da etnicidade”, ambos muito positivo e distantes da ideia de etnicidade ligada ao folclore ou turismo.

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    Patriarcado

    Silvia Rivera Cusicanqui também se preocupa em repensar a relação com o patriarcado. Define-o como um “complexo de centralizações” centralizou-se o conhecimento na Europa e isto gerou o etnocentrismo; centralizou-se o direito, a palavra e o pensamento na Europa e tem se dado o “logocentrismo”; e ainda estamos centralizando a noção de cultura e civilização no colonizador. “O androcentrismo é parte deste complexo colonial”, a solução que a socióloga sugere é descentralizar tudo”

    Por outro lado, e além de ser o patriarcado um “fenômeno planetário” isto não designa um caminho comum para o feminismo, “existem tantos feminismos como culturas”. Ela acredita que estamos no processo de “encontrar e formular um ideal de coexistência e equilíbrio, entre as minorias estigmatizadas pelo sexismo, que não significa apagar o outro ou favorecer um dos dois pólos” mas sim de andarem de mãos dadas, respeitando suas urgências.

    O antropocentrismo anda de mãos dadas com o androcentrismo. Há agora uma revolução epistemológica em relação aos movimentos indígenas e se começa a reconhecer outros sujeitos que também tem direitos. Os animais, os vegetais, a pachamama, são reconhecidos como sujeitos de direito, este é o começo para superar o antropocentrismo definitivamente.

    Em relação aos governos que chegaram ao poder na América Latina, com discurso progressista, Rivera Cusicanqui falou de discursos que não tem correlação com a prática. Então passa a ser um discurso que tem a função de esconder o que se faz na prática.

    “Nunca antes se violou tanto a natureza na Bolívia como a partir deste governo”, afirma em relação ao governo de Evo Morales. Estes discursos indigenistas que tapam as verdadeiras intenções, significam a “deterioração da palavra pública”, algo abominável para muitas etnias indígenas.

    A saída

    Silvia Rivera Cusicanqui não vê opções de saída a nível macro, tampouco uma saída imediata. “O imediatismo é um típico gesto da classe média, a impaciência”. “Em contrapartida, a resiliência, a resistência e a paciência características de populações menores, mais combativas e muito mais sábias, podem nos mostrar outro caminho”.

    A socióloga esclarece que não faz sentido pensar que as ações de indivíduos vão significar grandes mudanças. Temos que exercer micropolítica, “criar pequenas comunidades de afinidade com pertencimentos de ordem emocional e racional” e partir delas tecer redes.

    “Comunidades e redes vão nos ajudar”, são os elementos chaves para sobreviver a esta conjuntura. De igual forma, tudo está dado por ciclos, atualmente estamos em um “mal ciclo”, mas “não é o fim do mundo”. Afirma que “temos que manter a brasa viva para que possamos outra vez acendermo-nos como fogo”.

    A entrevista completa de Silvia Rivera Cusicanqui ao programa Sob o Mesmo Sol, está disponível para áudio online

    Tradução do artigo publicado no periódico La Tinta