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  • Lançamento do Anti Projeto Anarco Fake com Mogli Saura & Monstruosas

    Desde o dia 18/07 está no ar o Anti Projeto Anarco Fake, uma resposta de Mogli Saura aos processos vivenciados nas movidas dos ativismos políticos radicias, trazendo a experiência do AnarcoFunk e do AnarcoBrega, expressões contraculturais que protagonizou no início dos anos 2010. A artista compõe músicas com letras extremamente provocativas fazendo não só um ataque, como também um verdadeiro deboche anticolonial com as verdades, purezas e rupturas pregadas por coletivos e indivíduos que assumem a política como religião e a radicalidade como dogma.

    Ménage a Coiote é o single que arrasta toda a elaborada agenda de lançamento do projeto, e tem seu clip hospedado pela plataforma EhCho. Uma homenagem – trocadilhada com um ménage – ao controverso Coletivo Coiote, conhecido nas pelas suas performances desaforadas que atualizaram o gênero artístico, dentre elas a belíssima intervenção na Marcha das Vadias do Rio de Janeiro, onde destruíram uma estátua de Nossa Senhora além de usarem símbolos religiosos como dildos durante a visita do Papa Francisco, autoridade máxima da instituição mais racista, sexista e supremacista da história da humanidade, à capital carioca.

    Mogli Saura protagoniza o Anti Projeto Anarco Fake

    Segundo Mogli “nesse ménage (que na verdade é um surubão) Mana Joaquina chupa a buceta da Maria Bonita, Chico Science lambe cu de Lampião e o troca-troca segue o flow dos nossos tempos, embalado pela coragem degenerada do Anti-Projeto.”

    A Distro Dysca entra neste projeto distribuindo o zine organizando pela Monstruosas e convidando seu público a acompanhar uma live exclusiva com a artista. O zine conta com o texto “Do punk pro funk, do funk pro fake: Uma história de dissidências e atualizações na cena contracultural e libertária brasileira”, uma contextualização sobre as vivências, as inspirações e decepções que leva ao Anti Projeto e a entrevista completa que Mogli concedeu a Monstruosas, onde parte dela você pode conferir no blog também hospedado aqui no milharal.

    Já a live será uma oportunidade de apresentar Mogli Saura e seu Anti Projeto, a esta nova geração que segue embalada por um funk escrachado protagonizados por LGBTS, a artista vem abrir um pouco mais a ferida, já assimilada pelo mercado, fazendo questão de mapear e historicizar estas criações como parte de um movimento contra cu-ltural de combate ao Cistema Heterocapitalista da Supremacia Branca.

  • DVD PornoPirata Sudaka – #Pornôpirata, #ColetivaVômito, #DistroDysca & #Monstruosas

    A Distro Dysca, a Coletiva Vômito, o Projeto PornôPirata e a Monstruosas desenvolveu um DVD com pospornografias sudakas com distribuição para rede sexodisedente na Espanha. O material terá com destino coletivos, okupas, espaços culturais e pesquisadores.

    O projeto PORNOPIRATA foi criado pela artista Bruna Kury em 2017 (nessa quarta edição em parceria com Monstruosas e Distro Dysca) para ser fonte de renda e autonomia na marginalidade; popularização da PÓS-PORNO e afronta a heteronormatividade compulsória, a idéia é participar de eventos e feiras principalmente na rua para mostrar que outro pornô é possível e muitas vezes nossos tesões estão condicionados. Sexorcismos, pornoterrorismo, pós pornografia, glitterrorismo, sexualidades dissidentes, corpas não assimiláveis e marginalizades e oprimides, corpes gordes, travestis, ditas doentes, doentes, cyborgs, kuirs, sudakas, negres, indigenes, trans, intersexes, com diversidades funcionais, ditas sujas, sujas, antiheterokapital.

    A edição conta com trabalhos de Coletivo Coiote, La Cerda Punk, Keila Serrua, Gil Porto Pyrata, Hija de Perra, Elle di Bernadini, Nubia Nena Callejeira, Kali Kali, Lui Castanho, Pêdra Costa, Raissa Inocêncio, Amazonina Kintapas, Paricutín, Coletivo Infecciosxs, Cassandra Vulgares, Tertuliana Lustosa, Sara Elton Panamby, Paulx Castello, Walla Capelobo e La Bala Rodriguez.

  • Programa Especial Brasil do Festival ANORMAL com curadoria de trabalhos por DistroDysca e Filmaralho

    Surgido como resultado de uma contaminação pornoterrorista em território tomado pelo Estado mexicano e consequência direta da Mostra Marrana, O An*rmal Festival Internacional de Postpornografia, Feminismos e Sexualidades Dissidentes volta a trazer monstruosidades e sexualidades desconolizadas ao ExTeresa, imóvel descristianizado, blasfemado e ocupado durante os dias 25 a 28 de outubro com trabalhos de todo o mundo ecoando gritos que um pornô anticisheterossexista é possível!

    O An*rmal acontece na capital latinoamericana da produção pospornografica com a firme convicção que o que vem sendo feito em termos de biopolítica é profundamente necessário não apenas para o campo das artes, mas sobretudo para as políticas feministas e as correntes de pensamento e representação.

    A Distro Dysca participa desta agitação juntamente com a Filmaralho na curadoria de trabalhos brasileiros e com envio de publicações do selo Monstruosas que trazem temas focados nas dissidências sexuais, políticas nômades e antihumanismo. A mostra também conta com a participação de Bruna Kury na sessão PornoSapiens, momento dedicado a reflexões críticas em torno da pornografia e pospornografia e exibição de vídeos do Coletivo Coiote e Coletiva Vômito.

    Programa Especial Brasil – Festival Anormal – Selección FILMARALHO + Distro Dysca

    EM MEMORIA DO MEU OVARIO ENFERMO, 2017 – 2’47”. DIRECCIÓN KALI KALI
    Tengo un ovário enfermo. Es el derecho. Cuando estoy en mi periodo generalmente siento muchos dolores, se me baja la presion, as veces me desmayo, as veces tengo ansia de vomito y en la mayoria de las veces me duele existir. En 2017 decidi catografiar mi menstruacion hasta el fin del año y intentar comprender su ciclo. En Memoria de Mi Ovario Enfermo 04 es mi menstruacion de Abril/2017.

    JARDINERE INFIEL, 2016 – 4’10”. DIRECCIÓN WALLA CAPELOBO
    SyFy latino, Walla se deja envolver en éxtasis, deseo y búsqueda de higienización a través de utensilios de jardinería.

    COCINA POSTPORNO, 2015 – 1’20”. DIRECCIÓN PAULX CASTELLO
    Ensusiarse

    X, 2017 – 12’14”, DIRECCIÓN PAULX CASTELLO
    X nos lleva a un mundo pos-apocalíptico, habitado por cyborgs. Estxs crean su sociedad pos-humana, basada en practicas contrasexuales: lo que conocemos como experiencia de género y sexualidad colapsa.

    X MANAS, 2017 – 17’45”. DIRECCIÓN CLARISSA RIBEIRO
    Recife, Brasil, 2054. La populación de la ciudad se divide en dos grandes estractos sociales. En la punta, la esterialidad y apatia de los moradores de los grandes edificios y dueños de empreendimentos comerciales. En el submundo los disidentes sexuales, maricas bandidas, travestis, lesbianas nerviosas y todos los cuerpos marginalizados frente a la cisheteronorma. Performando sus identidades y contra todo tipo de opresión, los disidentes se reunen y arman un plano.

    Conjuro Sapatanico, de Marina Murta e Amazonina Kinatapas

    CONJURO SAPATANICO, 2016 – 9’31”. DIRECCIÓN MARINA MURTA Y AMAZONZINA KINATAPAS
    En una noche de luna nueva, dos tortilleras se unen para conjurar contra el sistema normativo heterocapitalista. La fuerza orgastica boyera combatiendo la dominación de las tierras y de los cuerpos disidentes de la heterosexualidad obligatoria, incitando a la rebeldía y resistencia bollera y desviada.

    SÉRIE “INFECCIOSAS” 3’11”. ANARCAFILMES
    Mucha promiscuidad. Maquilaje pesada. Infecciosxs busca proporcionar noches de sinistras y excitantes experiencias. En la intención de construyer, mismo que temporariamente, un lugar que abrace todas las formas de expressión, un lugar que piensa que la basura y la suciedad como potencia y vislumbre de otras

    SÉRIE “KIKA” 3’41’. ANARCAFILMES
    Jogando água de chuca pra lavar esse cemitério indígena denominado: BRASIL pretas cibernéticas frenéticas nervosas desfilam pelo fim da ilusão da ordem e progresso

    Infecciosxs, Recife – PE